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Urubus que espreitam nos escutem: aqui estamos e reparem pois poderíamos não estar, e dessa forma...tudo seria diferente!

Desde 1995

Nosso sentimento de trabalho é o de “Recusa”. Recusamos o automatismo, a pressão do tempo, os atiradores de facas, o caminho fácil. Recusamos...
 
O Grupo Teatral Contadores de Mentira, hoje também instituição com o mesmo nome, nasceu em 1995 na cidade de Suzano, região do Alto Tietê. Desde então produziu projetos, espetáculos, festivais, encontros, feiras, e sobretudo, um diálogo de sobrevivência, crescimento, articulação e atitude entre cidadão e cultura. Nesses anos todos, um sentimento de recusa, de fluxo contrário ao pensamento de que apenas os grandes centros são produtores de cultura, de que é possível dialogar com a identidade de nossa região e para ela transformar nossas tradições tem nos motivado a ser residentes e resistentes em nossa região.
 
Chamamos este trabalho de celebração porque acreditamos naquele ambiente onde, para além do ato teatral, existe o festejo, a comida, a comunhão, o artesanato do corpo. Há anos nos perguntamos quais os caminhos para agregar outros fazedores, outros criadores, ou mesmo abrir a relação com as comunidades que nos doam seu tempo para o instante cultural. Assim, optamos pela festa, onde podemos cozinhar para o público, onde dançamos juntos para contar uma história da própria comunidade. Costumamos dizer que nossos projetos são construções de relação e de fortalecimento de potências. Entendemos que a sociedade organizada e o cidadão comum tem potência cultural inerente. Uma cozinheira, um artesão, um mecânico, um poeta, um artista, um serralheiro, entre tantos outros, podem ser potencializados em seus saberes através das ferramentas da Cultura.
 
Optamos em realizar nossas projetos pensando no entorno onde produzimos ou apresentamos. Tentando entender aquele terreno, donde circulam outras histórias que podemos compartilhar. Sempre atuamos na idéia de “assentamentos” ao menos para o momento da celebração. Uma imagem que define aquilo que fazemos é a de uma "cozinha" onde convidamos amigos e comunidade para trocar idéias e potências e multiplicar atitude, formação e os chamados "assentamentos" Culturais.

        Chamamos nosso teatro de “Celebração”. Em algum momento na construção de nosso grupo percebemos nas manifestações populares, nas rezadeiras, nas celebrações religiosas, nas manifestações religiosas, nos terreiros, nas danças orientais, um fenômeno que nos tocava...

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